Quem nunca se deparou com aquelas peças de madeira que chamam atenção por terem um brilho chamativo igual a um espelho? Esse efeito é resultado do verniz, um produto que foi feito para proteger, realçar superfícies, dar brilho ou um efeito fosco, se for da sua escolha. Mas possui uma versatilidade que vai muito além dessas principais funções. Vamos entender isso, de um jeito descomplicado?

Diferenças entre os tipos de verniz

O primeiro passo é entender que cada verniz tem uma composição, desempenho e finalidade diferentes. Compreender qual deles o seu trabalho realmente precisa evita problemas como descascamento, amarelamento e falta de brilho.

 

Verniz para madeira interna

Para móveis, portas, peças internas e objetos de decoração, o verniz à base de água é o mais indicado. Ele seca rápido, não amarela com o tempo e deixa um acabamento mais natural e discreto. Além de ter um cheiro menos forte que os demais, agride menos o meio ambiente.

 

Verniz para madeira externa

Se a peça ficará exposta ao sol e à chuva, o melhor é o verniz marítimo, que foi desenvolvido para resistir às mudanças climáticas. Tem filtros UV, alta elasticidade (acompanha a dilatação da madeira) e geralmente deixa um brilho mais intenso.

 

Verniz para artesanato

Para pequenos objetos, quadros, MDF ou peças decorativas, os vernizes acrílicos, à base de água ou em spray costumam ser mais práticos. 

 

Verniz acrílico x spray

Acrílico: Parecido com verniz à base de água, tem acabamento cristalino, não amarela e seca rápido. Funciona bem em trabalhos artísticos, artesanato, MDF e pinturas decorativas. Em seu estado líquido, permite maior controle na hora da aplicação. Pode ser uma opção mais econômica, dependendo da situação, especialmente para peças mais detalhadas e em grande quantidade. 

Desvantagem: Pode deixar marcas de pincel quando não aplicado corretamente, e é mais difícil de espalhar em superfícies irregulares. As camadas devem ser finas para evitar um aspecto de “plástico”.  

Spray: Aplicação mais prática, sem necessidade de pincel. É ideal para pequenos objetos, artesanatos, peças com muitas curvas e superfícies com texturas irregulares. Produz um acabamento uniforme, sem marcas de cerdas. 

Desvantagem: É preciso se atentar á hora da aplicação para não deixar áreas falhadas. O uso de máscaras é necessário, pois partículas ficam suspensas no ar. 

 

Verniz Sintético (base solvente):

É resistente, pode amarelar levemente ao longo do tempo, tem brilho intenso e odor forte. Indicado para aplicações de baixo tráfego, em algumas superfícies internas como portas, janelas e outros móveis. É uma opção mais econômica. 

Verniz PU (Poliuretano):

Mais resistente à abrasão e a produtos químicos, perfeita para locais ou móveis que exigem alta durabilidade, como pisos, móveis, escadas e superfícies que sofrem desgaste intenso. Também pode ser usado em repintura. 

Cuidados gerais na hora da aplicação: 

É importante lembrar que o verniz não esconde imperfeições e sim as realça. Retire poeira, gordura ou qualquer sujeira da superfície antes de começar. Aplique sempre em camadas finas para garantir uma secagem melhor, evitar bolhas, não deixar escorrer e durar mais. 

 

Na aplicação:

Não volte com o pincel onde o verniz já começou a secar. 

Pincéis de baixa qualidade soltam cerdas e deixam marcas.

Rolos inadequados deixam bolhas. 

Respeite o tempo de secagem indicado pelo fabricante entre as demãos.

Camadas grossas secam por fora e ficam inconsistentes por dentro, atrasando a cura. 

 

A diferença entre secagem e cura 

Mesmo que pareça seco ao toque, o verniz ainda está curando. A secagem é superficial, pois internamente, o produto ainda está passando pelo processo de endurecimento. A cura nada mais é do que o estágio em que o verniz atinge sua resistência real e deixa de ser vulnerável a riscos, umidade e manchas. Esse processo pode levar dias ou até mesmo semanas, dependendo da fórmula do produto. Consulte essa informação na embalagem. 

 

O que não deve ser feito durante o processo de cura:

Deixar a superfície ter contato com água

Mesmo pequenas gotas podem manchar ou deixar marcas.

Arrastar objetos sobre a superfície

O verniz ainda não está duro o suficiente para resistir a atrito. Em móveis, o ideal é evitar apoiar decorações ou utensílios enquanto a cura não terminar. 

Não limpe com produtos químicos

Nem pano úmido. A limpeza antecipada pode interferir no brilho e comprometer o resultado

 

Evite exposição ao sol direto

Calor excessivo acelera o processo de forma irregular, gerando manchas.

Cuidado com poeira, insetos e pelos

À medida que o verniz endurece, qualquer partícula que grudar nele pode ficar presa permanentemente.

Não empilhar, guardar ou transportar a peça

Movimentação pode deformar ou marcar o acabamento ainda fresco.

Como descobrir se o verniz já secou?

A superfície não marca o formato dos dedos ao toque, o brilho está uniforme, a textura não é mais “macia” ou “pegajosa”, o cheiro diminui ou desaparece e a peça resiste a pequenos riscos sem danificar. 

Aplicar verniz não precisa ser difícil, mas requer método. Seguindo essas dicas, o processo será muito mais prático. Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos úteis que vão ajudar você a fazer suas próprias reformas! 

 

Referências 

MDBF: Verniz: guia completo para escolher e usar.
Link: https://mdbf.com.br/artigo/verniz/?utm_source

Obramax: 5 tipos de verniz para madeira e como aplicar.
Link:https://blog.obramax.com.br/acabamento-decoracao/verniz-para-madeira/?utm source

Assim que Faz: Como envernizar madeiras — a maneira correta. Link: https://www.assimquefaz.com/como-envernizar-madeiras/?utm_source